Quem somos

As práticas do campo da economia solidária tem se mostrando um caminho viável para a superação da pobreza e desigualdade social do país, devido, dentre outras questões, mas principalmente, à facilidade com que os princípios da economia solidária chegam às camadas mais empobrecidas da sociedade. O fato ocorre porque as propostas deste campo partem do princípio de que a solução dos problemas econômicos e sociais encontram-se na própria comunidade, ou seja, não se trata de um “pacote pronto e fechado”, cujas soluções são externas à realidade daquele contexto. O eixo que orienta todo esse trabalho com a comunidade diz respeito ao fomento de redes locais de produção e de consumo. As redes de produção e consumo passam a gerar, todo um dinamismo econômico na esfera local e territorial, fazendo que, novamente, a riqueza ali produzida volte a circular, de modo mais horizontal, entre os membros da comunidade que ali vivem. As pessoas passam tanto a produzir quanto a consumir uma das outras, gerando um círculo virtuoso de geração de riqueza, fato que, consequente, leva a melhoria de qualidade de vida de todos, pois trabalho, emprego e renda voltam a ser gerados naquele território. Por isso, a economia solidária revela-se como um dos caminhos mais viáveis para a democratização da riqueza produzida e para a superação da miséria, pois aposta nas soluções coletivas de se produzir e de se consumir, e a partir do local e do território.

Várias são experiências de empreendimentos econômicos solidários espalhados por todo o país, cada qual com as suas especificidades locais, territoriais e culturais, como cooperativas e associações, que produzem bens e serviços a partir de princípios como a cooperação e a autogestão. O Mapeamento Nacional de Economia Solidária foi revelador neste sentido, ao apontar para um quadro de mais de 21 mil experiências neste campo no Brasil, que envolvem mais de 1,7 milhões de trabalhadores organizados de modo coletivo. Entretanto, outro dado apontado é o de que a grande maioria desses trabalhadores ainda se encontram em condições precárias de condição, tanto no ambiente de trabalho, como, e sobretudo, no que diz respeito a renda para a manutenção de suas necessidades mínimas. Ou seja, grande parte desses trabalhadores encontram-se na faixa de pobres ou de extrema pobreza, justamente o público do novo eixo de ação do governo federal, o Plano Brasil Sem Miséria.

Apoiar, estimular e fomentar práticas do campo da economia solidária, como o consumo solidário, que envolve todas as demais esferas, como a produção e o consumo, revela-se como uma das estratégias mais eficazes para a superação da pobreza extrema que assola o país. Várias são as experiências exitosas e significativas espalhadas pelo país nesta seara, que conjuntamente podem ser potencializadas como estratégia para a superação da pobreza.

Neste horizonte de construção de estratégicas, a partir da esfera do consumo solidário, uma das ferramentas a serem elaboradas, com grande potencial para a interação entre os consumidores dos produtos e serviços da economia solidária e, consequentemente, de geração de renda para os trabalhadores nele envolvidos, diz respeito a um espaço, virtual, que promoveria a venda de produtos e serviços dos empreendimentos econômicos solidários, recém compilados no Mapeamento Nacional de Economia Solidária. Um portal, o Portal do Consumo Responsável, que, ao envolver os trabalhadores organizados em cooperativas e associações, promoveria e daria maior visibilidade aos produtos e serviços produzidos por esses coletivos, gerando, consequentemente, aumento de renda, além da divulgação mais ampla de suas atividades tanto para fora, público em geral, quanto para dentro, articulação entre os próprios trabalhadores facilitando a articulação desses em Redes de Cooperação Solidárias, estratégia de fomento à cadeias e redes de produção e comercialização e consumo solidários que, consequentemente, teriam um impacto positivo na promoção de um desenvolvimento territorial justo, solidário e eficaz na erradicação da pobreza.

O Portal do Consumo Responsável teria como público consumidores, no caso, um ecommerce de produtos e serviços da economia solidária, apoiado e alimentando pelos coletivos de consumo organizados por todo o país, e a partir do Cirandas. A base de informações (serviços e produtos) disponíveis no Cirandas, formada pelos mais de 21 empreendimentos econômicos solidários mapeados por todo o país, alimentarão, sistematicamente, o Portal do Consumo Responsável, que ainda terá ainda funcionalidade, a divulgação das práticas existentes nesse campo, funcionando como uma grande Vitrine dos serviços e produtos da economia solidária- além do estímulo e fomento à compras coletivas.

Além do espaço ecommerce, o Portal do Consumo Responsável será também alimentado e se alimentará de informações, como artigos, textos, documentos e notícias, através da funcionalidade “Leia Mais”, tanto dos coletivos de consumidores do Cirandas como também dos sites dos parceiros, como o Kairós, o IDEC, o FBSSAN, a ANA, o FBES, a Terramater, dentre outros. A proposta é fortalecer, via informação agregada (RSS), além de produtos e serviços, as páginas dos coletivos de consumo e dos parceiros.

'Quem somos' have 2 comments

  1. 24 de out de 2016 @ 12:46 Elizabete da Rosa

    Gostaria de receber notícias deste site e também preciso saber onde encontrar sementes sem agrotóxico. Sou Elizabete da Rosa agente de saúde comunitária moro em Porto Alegre e temos uma horta comunitária no posto de Saúde.
    Gostei muito de conhecer vocês.

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