“A agricultura urbana sana problemas alimentares onde a comida não chega” – André Biazoti, coordenador no projeto “Cidades Comestíveis”

Conversamos dessa vez com o André Biazoti, do Movimento Urbano de Agroecologia (MUDA), coordenador do projeto Cidades Comestíveis e conselheiro do Conselho Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional (COMUSAN) da cidade de São Paulo. O assunto com o André, que é antigo ativista das causas ambientais, foi sobre a agricultura urbana em São Paulo. Inicialmente ele explica que a agricultura urbana nasce quando nascem as cidades, pois no início da dinâmica de urbanização a cidade e o campo ainda eram mesclados. Atualmente a agricultura urbana surge como uma possibilidade de combater os deserto alimentares, sendo esse tipo de agricultura, também, uma das estratégias para se combater a fome nas cidades.

André conta que as técnicas de plantio em pequenos espaços são milenares e que existem múltiplas estratégias para se plantar na cidade, desde grandes áreas de horta até pequenas varandinhas. A agricultura urbana não se trata apenas de grandes ocupações de espaço, mas, também, de autonomia de consumo.

Outro ponto citado, é que a agricultura urbana vem, também, no sentido de restabelecer o contato entre campo e cidade e reavivar a cultura humana relacionada ao campo: “A cidade não ser um ralo de consumo, um buraco negro que só consome recursos naturais, mas também ser um espaço onde a gente consegue preservar os recursos naturais e as vezes gerar biodiversidade, gerar novas culturas e manter as culturas do campo vivas dentro da cidade.”

Comentando o recente projeto Plantaria, criado empresa Monsanto, André diz: “Não queremos uma Kombe que ensina a plantar, nós queremos uma política pública pras pessoas que querem plantar na cidade, para ter acesso a terra na cidade. É toda uma discussão, não um marketing verde. Uma luta diária contra a apropriação do nosso discurso.”.

Explicando o projeto no qual é coordenador, o Cidades Comestíveis, André relata que a intenção desse é de “incentivar para que as pessoas ocupem a cidade, observem a cidade, caminhem pela cidade, reconheçam a cidade, como um lugar a ser apropriado por elas.”.

Para finalizar, o entrevistado enxerga que os principais gargalos da Agricultura Urbana em São Paulo é ser reconhecida de que existe, pois há uma lei e um decreto que regulamenta a lei sobre um programa de agricultura urbana. Porém, quando se questiona pastas e secretarias parece que esse programa não existe.



'“A agricultura urbana sana problemas alimentares onde a comida não chega” – André Biazoti, coordenador no projeto “Cidades Comestíveis”' não possui comentários

Seja o primeiro a comentar este artigo!

Quer compartilhar suas ideias?

Seu endereço de email não será publicado.

Notícias do Portal do Consumo Responsável