Pelo menos 30% dos solos do mundo estão degradados

Detalhado estudo da Food and Agriculture Organization (FAO-ONU) revela que mais de 30% dos solos do mundo estão degradados. Estudo que foi realizado por 600 pesquisadores de 60 países diferentes mostra que essa perda afeta diretamente os serviços ecossistêmicos dos solos e perda significativa na produção de alimentos.

Os solos como já é de conhecimento público contribuem para o sequestro de carbono do ar e no armazenamento de água. A condição atual de degradação revela que essa perde reflete negativamente no ciclo da água e no ciclo do carbono. A degradação dos solos tem efeito negativo também em outro aspecto, na fertilidade. A perda fertilidade dos solos tem impacto imprescindíveis na agricultura, como por exemplo, o aumento do custo de produção por conta do aumento de insumos ou perda de produção. O Estudo estima uma perda anual de 0,3% na produção.

Outra problemática envolvendo a degradação de solos é a perda de biodiversidade. Cerca de 25% das espécies vivas no planeta residem no solo. No site da EMBRAPA os comentários em relação a essa temática dizem que “A biodiversidade do solo é ameaçada pela intensificação do uso da terra e pelo uso de fertilizantes químicos, pesticidas e herbicidas. Calcula-se que 56% da biodiversidade do solo da União Europeia esteja sob algum tipo de ameaça”.

Para interromper a degradação do solo é necessário focar em quatro pilares definidos pela União Europeia: aumento do conhecimento, pesquisa, integração da proteção do solo na legislação existente e um novo instrumento legal (lei). “Um bom exemplo de instrumento legal é o Ato de Conservação do Solo, promulgado em 1935, nos Estados Unidos”, revela o italiano Luca Montanarella, cientista do Centro Conjunto de Pesquisa da União Europeia. “O Ato reverteu a tendência negativa de erosão massiva no Meio-Oeste americano nos últimos 80 anos,” diz.
Fonte: Embrapa



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